domingo, 5 de maio de 2013

O que não é o capitalismo, ele transforma cirurgião em empresário, advogado em empresário  chefe de cozinha em empresário, tudo na busca do mais para viver sempre em estabilidade, dar sustentabilidade ao seu patrimônio, dar força para o empuxo do novo, e ai que a magia se perde, a energia se extravasa e e se dissipa. Vale sempre buscar a fonte de tudo, no cirurgião o bisturi, no advogado o código e no caso do chefe a faca, porque o inicio de toda essa palhaçada se deu ai, no aroma gerado pelo maceramento na faca, pelo produto limpo e laminado pela faca, pela proporção dos temperos determinados na faca, sendo assim, e melhor voltar a faca em sua origem antes que ela determine o seu fim .

Hoje busco novamente o amor pelo cardápio  pela concepção dos pratos e pela menor taxa de terceirização do meu nome a ponto que os créditos na se dissipem e que a energia da mão conduzida aos alimentos pela faca nao seja plural e sim unica, a fim de gerar pratos únicos  sabores inexplicáveis  aromas que buscam memorias.

domingo, 21 de agosto de 2011

QUEM DIRIA, EU TENHO UM BISTRÔ !





Uma equipe fixa, um apoio para os eventos um local para experiências gastronômicas. Ainda me faltam horas no dia para cuidar de toda essa estrutura que me foi "conquistada" em tao pouco tempo e parece sempre que todas as realizações são pequenas perante ao todo , mais mesmo assim cada passo dado e distancia menor diante da perfeição.Ainda me encontro bloqueado, a mente criativa esta atenta mais atônita perante aos fatos. Não digo "cagado" mais sem reação ao trabalho, A vida inteira buscando estar em frente ao foco e agora que controlo a luz me escondo atras dela, de um obstaculo ( logo eu que incentivo a todos a transporem os obstáculos buscando primeiro o objetivo depois a resolução dos mesmos) . OU SEJA,  Busco tanto o sucesso deste bistrô que as vezes me revolta o pouco tempo que passo lá , o pouco tempo que fico na coccina, objetivo este inicial.
Graças, cada vez mais me encontro com uma boa equipe.

Ufa , falei !! em todo caso vale uma visita de vocês, estando aqui em São Paulo, visitem o bistrô do memorial da América latina, seja no cafe da manha no almoço ou no jantar.


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Porque engordamos nas férias ??



Agora me diga, estava ansioso do que ?? da páscoa que não chega !!! o impulso de correr na praia sempre é trocado por aquele pratinho de calabresa ou amendoim que chega sempre a beirada da piscina para lhe tentar ( a calabresa vem sempre por contra da Tracy, uma dj boa de cozinha ) ou seja aquele churrasco que parece inocente mais vai variando nas especialidades, da picanha, para o contra filet ao vinho, do franguinho, da lingüiça, do queijo coalho do pao de alho, agora vem com queijo ( pra f.. mais ainda ) e tudo isso regado a cerveja e se passou das 19 com vinho, o simples churrasco e o preview do S.A.M.U daqui a 20, 30 anos.. agora é tarde para trocar isso tudo por um peixinho assado e por uma saladinha com arroz integral... Agora esse, o aroz integral, começou como uma brincadeira e hoje não consigo mais comer outra arroz, eu pessoalmente monto os meus cardápios com opções integrais mais ninguém escolhe estas opções. o que me deixa triste.
Minha vontade mesmo era fazer meu roteiro da fome que é repleta de opções nesta cidade ( são paulo ) Como comer um pedaço de pizza de 4 queijos no balcão do Ângelo na mooca, uma permeggiana na cantina roma no bexiga, um vinho tinto ( a garrafa toda ) naqueles bistrôs em frente a Famiglia Manccine na avanhandava, a cheesecake do Rocckets nos jardins ou o pave sorvete de morango do amor aos pedaços, entre outras laricas que nao vale fazer em casa, paga-se mesmo pelo " locus amoenos" ou pelo lugar e suas companhias. INFELIZMENTE a cacahaça do carnaval levada a infeliz informação de que vodka com flash power nao engorda mais acelera a gastrite louca no ser humano estou na base do cha e da sopa, afim de que meu estômago me perdoe dos abusos que começaram na calabresa da tracy.



quarta-feira, 27 de maio de 2009

Familia Simões II - A de vitória .


Uma vez eu conheci um cheff italiano, de roma, que teve um restaurante ao lado do colizeu, bom, esse era italiano mesmo e verdadeiramente um cheff italiano, simples porem cheio de estilo e charme, com seus 50 e la vai pedrada, tinha uma cultura da comida que jamais ví. Ensinava entre a montagem de seus pratos a arte da sedução e da aproximação através da culinária. Conforme ele, não se deve preparar nada a ninguem e sim contruir um prato juntos, é muito mais romantico na dança das panelas e dos temperos, conclusão conjunta de algo gostoso, o mérito mútuo, o objetivo concluido a montagem da mesa, a certeza de sucesso. Ate hoje busco isso mais neste fim de semana provei algo diferente, a troca familiar. So tinha um frango e muitas batatas em um sitio no interior do Espirito Santo. Eu dei a ideia de um Gnochhi e foi aceita. Meu gnocchi e muito pratico, molinho e saboroso, amanteigado, leve, bem caseiro, adoro meu gnocchi, quem cozinha sabe, você pode gostar de seu prato mais famoso, ou os de maior resultado mais gostar de comé-lo com frequencia não é facil. No caso deste fim de semana o gnocchi foi um sucesso de publico e crítica, e foi muito gnocchi, com molho ao sugo fresco, sensacional o molho.. Amei cozinhar para a familia, as vezes no dia a dia você poe uma certa dose de amor na panela mais sozinho com uma copeira você perde todo aquele ensinamento do italiano e essa energia e boa demais...

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A Vó Tereza se foi e as velhinhas perderam a graça. Ficaram sérias demais.



Minha vó nao contribuiu nada para a gastronomia nos ultimos 78 anos. Ela simplesmente reafirmou em todos seus domingos, onde reuniu a familia o mesmo prato, uma espaguettata ao sugo com pedaços de carne em bife e o famoso frango assado com maionese e batatas a la vontê. Nada demais, sem o apoio das ervas, somente amor com uma pitada de discórdia que ela adorava em eventos familiares. Ninguem nunca reclamou da forte repetição do prato pois como eu acho que o paladar ja havia se acostumado e como droga o corpo precisa sempre daquilo pra se passar mais uma semana. minha infancia tem o sabor daquele macarrao, do bolinho de chuva e da torta de banana da minha mãe, do camarão a camusquim do meu pai, o feijao bolinha da minha madrinha eliana. Essas no final são minhas referências, os sabores mudam mas as referencias... Minha vó quando sentia a minha presença, corria no mercado e comprava um pote de requeijao, uma coca cola, queijo e presunto. Ela amava ver eu comendo aquilo, sabia que eu gostava de tudo e comia em exagero ate acabar, ninguem fará essa compra com tanto carinho. Ela deixa aqui o sabor da saudade, do frango e da alegria porque a tristeza nela so aparecia depois de umas 5 doses de pinga mais passava rápido.

segunda-feira, 6 de abril de 2009


Estivemos em florianopolis no começo do ano, pesquisamos muito nossa fome e os mais profundos desejos, quando em praia sempre ligados aos frutos que vem do mar, nada pior que as sequências que fazem voce perder o gosto pelo camarao, pela lula... la se faz sequencia de tudo, mais a fartura acaba te levando ao desepero, não sei vocês mais deixar um camarão no prato para mim é um sacrilégio e deve ser evitado por isso fujo das sequências que mais parece nosso rodizio só que lá se põe tudo na mesa de uma vez só. Bom, O que deixou saudades foi a mais barata de todas as refeições, uma anchova grelhada na manteiga com vegetais no vapor um arroz a grega e umas batatas fritas tipo belga, com cortes compridos e grandes. A anchova repousava sobre uma travessa gigante  e apesar de grelhada tinha uma crosta temperada e saborosa que juro que não consigo fazer igual, acredite se quiser custou r$ 20,00 comeram 2 e sobrou para fazer um jantar revivel mais  a noite . O barato não saiu caro desta vez e deixou saudades...

Este blog e dedicado a milagres em casa e nos eventos, 
principalmente quando o cliente vai a cozinha e informa que haverá no evento 200 pessoas a mais e se é possível atender e você educado diz que sim !!!!! rsrsr.